quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Hierarquia de Geossistemas (Parte 3) - Cinturões, Zonas e Subzonas

Continuando a série sobre a hierarquia de geossistemas, vamos apresentar agora as unidades físico-geográficas zonais, que são aquelas de grandes dimensões territoriais e definidas com base em critérios climáticos.

A epigeosfera esta dividida primordialmente em cinturões físico-geográficos ou cinturões naturais, que recebem este nome porque atravessam o planeta de um lado a outro (com exceção das manchas equatoriais). Estes compreendem as maiores divisões do geossistema planetário e surgem em função da associação entre o geóide (forma da Terra) e o regime de radiação solar, através da circulação atmosférica global. Um dos modelos mais utilizados de Cinturões Naturais é aquele proposto com base na classificação climática de Boris P. Alisov e são os seguintes: Ártico, Antártico, Subártico e Subantártico, Temperado (setentrional e meridional), Subtropical (setentrional e meridional), Tropical (setentrional e meridional), Subequatorial (setentrional e meridional) e Equatorial (ver figura 1).
Figura 1. Cinturões Físico-Geográficos com base em Alisov.


Como sabemos, o regime de radiação solar influencia largamente a circulação atmosférica global, resultando assim numa distribuição diferencial da umidade e do calor, que, por sua vez, afetam diretamente a distribuição do intemperismo, dos processos erosivos e dos processos ecológicos. Assim, diferentes regimes termopluviométricos provocam variações nas paisagens detro dos cinturões naturais. Estas unidades são chamadas de zonas físico-geográficas (ou zonas naturais) e, caso haja diferenças entre elas, como em função da variação gradativa no regime de pluviosidade e/ou de temperatura, são identificadas subzonas físico-geográficas (subzonas naturais) (ISACHENKO, 1991).

Estas zonas e subzonas num sentido geral (lato sensu) influenciam bastante os processos geoecológicos gerais e, por isso são denominadas conforme o padrão geral da paisagem que é dependente do regime climático, ou seja, os biomas. Assim, as Zonas (lato sensu) recebem nomes como "Savana Subequatorial" ou "Savana Tropical", enquanto uma Subzona (lato sensu) de destaque para nós do GT-Paisagem são as "Savanas Secas Subequatoriais", dentre as quais se destaca as Caatingas.

Um mapa das unidades zonais (cinturões, zonas e subzonas) pode ser encontrado na figura 2.
Figura 2. Zonas, Subzonas e Faixas Altitudinais
Fonte: Academik.ru


No próximo post vamos falar um pouco das 'unidades azonais' ou seja, aquelas resultantes dos processos geológicos e geomorfológicos na paisagem.

Referências
ISACHENKO, A.G. Ciência da Paisagem e Regionalização Físico-Geográfica. Moscou: Vyshaya Shkola. 1991. 370p. Em russo.

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